terça-feira, 17 de setembro de 2013

                                                                             PENEDO E SEUS ENCANTOS...


    A Colônia Finlandesa de Penedo



Penedo é um distrito e Parque Municipal Ecológico de Itatiaia, estado do Rio de Janeiro. Foi colonizado por imigrantes finlandeses no início do século e hoje tem como principal atividade econômica o turismo. Tem como atrações principais trilhas, picos, cachoeiras e a Casa Oficial de Papai Noel no hemisfério Sul.
A única Colônia Finlandesa do Brasil está no bairro de Penedo. Um grupo de imigrantes finlandeses chegou aqui em 1929, com seus costumes e tradições, implantando aqui a primeira sauna neste país tropical. Penedo oferece uma grande diversidade gastronômica, que aliada aos atrativos naturais e culturais, conquistam cada vez mais turistas em busca de paz e tranqüilidade.

              Historia de Penedo


A Região do Médio Paraíba do Sul
Originalmente ocupada pelos índios Puris, começou a ser ocupada pelo homem
branco em meados do século XVIII, que buscava o ouro. Em 1744 a atual Resende -
conhecida pelos índios como Timburibá – foi ocupada e em seguida batizada Campo
Alegre da Paraíba Nova.
  • 1801 é instalada a Vila de Resende;
  • 1810 toda a região já se encontra coberta de cafezais;
  • 1830 ocorre a emancipação de Barra Mansa;
  • 1848 Resende é elevada de Vila a Cidade;
  • 1872 chega a Estrada de Ferro;

  
                                                       FAZENDA PENEDO


                                                        VISTA DA FAZENDA PENEDO



Uma Breve História de Penedo – Por Talitha Praça (“Nariz da Índia” -
Maio-Junho/98).
A imigração finlandesa em Penedo, então distrito de Resende, diferencia-se
bascamente das demais que vêm para o Brasil. Não buscam aqui esses nórdicos
riquezas materiais, nem ‘fazer’ o Brasil, como era comum aos povos ibéricos; não
deixam sua terra por perseguições políticas, nem fogem de neuroses raciais ou
religiosas. São, na época, pessoas de posição definida na Finlândia: técnicos
agrícolas, técnicos em desenho de arquitetura, construtores, ginastas,
lavradores, massagistas, professores e outros. Vivem uma vida sem maiores
dificuldades materiais, entre amigos e a família. São de raízes
protestante-luteranas.Alegres, em grupos, se reúnem e cantam suas canções natais
e hinos religiosos. Sensíveis, tocam instrumentos musicais, piano, violino,
órgão, ‘kantele’(espécie de cítara). Tocam e cantam.
Lidera essa imigração um visionário – poeta – agrícola, estudioso do solo, das
plantas, da natureza, pessoa altamente mística, de uma fé como a certeza das
coisas que se esperam e a convicção dos fatos que não se vêem’. Esse homem é Toivo Uuskallio. Sente-se ele encaminhado pelo
espírito a outras terras, do Sul, onde se poderia viver mais próximo da natureza
e em grupos trabalhar. Líder carismático, ele traça como caminhada a busca de
simpatizantes à sua causa de imigração e nisso conta com o apoio do pastor
luterano Pennanem. Reuniões, debates, apresentação de propostas, e parte um
pequeno grupo de cinco finlandeses, chegando ao Rio de Janeiro em 1927. Com ele
vem sua esposa Liisa , personalidade
firme, que se tornará esteio na colônia, e mais Frans Fagerlund, Enok Nyberg e
Eino Kajander.
Maravilham-se com as belezas naturais do Rio, acomodam-se em uma pensão alemã à
rua do Riachuelo, matriculam-se na escola Berlitz para aprender português em
curso intensivo. Já com um vocabulário básico mínimo, viajam de trem para Barra
Mansa, onde, por indicação do gerente da pensão, vão todos trabalhar na Fazenda
Três Poços, propriedade do Mosteiro de São Bento. Barra Mansa é apenas a tomada
de conhecimento com a terra, mas o objetivo central é a busca de local próprio
para compra, estabelecimento da comunidade e colocação em prática de seus
ideais.
Em 1929, após passarem por Itatiaia e visitarem fazendas em São Paulo, EspíritoSanto e Rio de Janeiro, agradam-se da Fazenda Penedo, também de propriedade do
Mosteiro de São Bento. Perto da Cidade, com 3.500 hectares, sendo 2.000 de
floresta, água pura, cortada por ribeirões, várias altitudes, propiciando
cultura de plantas tropicais e européias, sede própria construída, podendo
abrigar os que chegassem, esse era o local.
Compra-se a Fazenda Penedo. O pastor Pennanem incentiva na Finlândia a vinda de
mais adeptos. Os jornais relatam e chega em 1929 já um segundo grupo. Mais tarde desembarcam mais finlandeses, recebidos no cais com cânticos e rosas. Outros
ainda chegam mais tarde, com a colônia já fixada. Os beneditinos haviam
explorado a terra com cafeicultura, exploração de lenha e carvão e, com a queda
do café, o gado. Daí os morros se tornaram pastos e não havia em torno vestígio
da mata atlântica. (…)
O solo na planície estava exaurido, e as saúvas exterminaram tudo. E havia os
mosquitos, as enchentes tropicais inesperadas. Necessário se faz refazer o solo
e persistir. Contra tudo lutam os finlandeses até encontrarem produtos possíveis
de se plantar na terra trabalhada: o milho, a batata doce, hortaliças,
bananeiras e até flores. Toivo Suni, já na colônia, constrói em 1930, a primeira
casa como modelo às demais. Suni irá se destacar mais tarde como grande artista
plástico, após a chegada, em 1948, do pintor tcheco Ian Zach, que se estabelece
na colônia ao se demitir do cargo de adido cultural de seu país.

                                                              TOIVO SUNI

Em 1935 quase todos já têm suas casas próprias, por eles mesmos construídas.
Antes hospedavam-se em comunidade na Casa Grande, com refeitório e cozinha
comuns. Revezavam-se as mulheres na cozinha, na lavanderia, no passar as roupas,
na horta. Aos homens cabia cuidar da terra, do plantio das construções, das
compras necessárias em Resende. São, nessa época, inicialmente, vegetarianos.
Abrem em Resende, na rua Albino de Almeida, uma casa comercial onde vendem seus
produtos de 1932 a 1934.
Lutas, dificuldades e muitos dos que chegaram, não encontrando o paraíso
esperado, retornam ou se dirigem a outros estados ou países. Há sérios problemas
com pagamentos de dívidas. O pastor Pennanen conclamava na Finlândia ajuda à
colonização e à imigração. Os ideais vegetarianos puros não encontram mais
condições de continuidade. Voltam à criação de aves, de suínos, exportam
bananas, vendem enxertos de laranjeiras, de limoeiros, descobrem a possibilidade
de trabalhar a bucha.
Surge o primeiro turismo com a Casa Grande, sob a supervisão de Liisa Uuskallio . Pessoas interessadas na alimentação sadia, na experimentação da sauna como relaxante procuram o Penedo,
sua paz, sua natureza, suas águas claras, seus pães caseiros, suas reuniões no
clube. Outros finlandeses preparam suas casas como pensões, os Bertell, os
Reiman, D.Hilja Hannonen, e o turismo vai aos poucos crescendo.
O clube finlandês, inaugurado em 1943, por muitos anos administrado com
dedicação por Aksel Lehtola, vem a ser, com a sauna, a atração dos que passam
por Penedo, levando o som das polcas, mazurcas e iancas. Duas massagistas
finlandesas deixam também o Rio e abrem a Chácara das Duas. Brasileiros começam
a trabalhar com o turismo em Penedo e abrem seus primeiros hotéis: o Xodó da
Elita e o Hotel Daniela.
Eva Suni inicia a coleta de materiais e funda o Museu da Eva com objetos
artesanais e a história da Finlândia. Em 1970 chega a iluminação elétrica e em
1980 o telefone. Há então o auge da hotelaria, do conforto, e da economia local.
No setor das artes desde logo se destaca a tapeçaria artística de Eila Ampula,
onde os motivos da terra, do homem e da natureza são transpostos ao tear com
alto poder de criação, de técnica, de sensibilidade.
Essa colônia, hoje com poucos finlandeses, cria nessa região um estilo especial
de vida, um interesse brasileiro pelas coisas da Finlândia, melhora a mão de
obra local, inicia artesãos no tear, espalha a sauna em todo o Brasil, toca o
paladar do povo com seus chutneys, geléias e ‘pullas’, difunde o gosto pelas
danças finlandeses antigas.(…)

      O Que Fazer em Penedo



NATUREZA: Para os amantes da natureza, recomendamos as cachoeiras;
Trilha Pico do Penedinho (20 min. de caminhada, aprox.); Vista Panorâmica
Visita à Capelinha; Alambique Centenário

GASTRONOMIA: Penedo é o maior  parque gastronômico entre o Rio de janeiro e São Paulo, com grandes variedades de restaurantes...
Existe desde a comida Kilo ao restaurante para gourmets; passando por churrascarias, restaurantes especilaizados em Trutas, o KOSKENKOVA (Comida Finlandesa, Comida japonesa, etc....
Além disso, você encontra os tradicionais sorvetes artesanais, chocolates famosos da região, doces e compotas e os rodizios de fondues.

CULTURA: Clube Finlandes com bailes aos sábados à noite

Outras Opções: Artesanatos, Cavalgadas, Passeios de Quadriciclos....




      Hospedagem



Penedo oferece aos seus visitantes e turistas, uma gama de opções de hospedagem com um bom número de Pousadas confortáveis com preços acessíveis e Hoteis para todos os turistas.



Como Chegar


De Carro

O acesso a Penedo é feito pela Rodovia Presidente Dutra (BR-116), mais conhecida como Via Dutra.
Por essa rodovia federal, você pega a saída do km 311 (no estado do RJ) que dá acesso à Rodovia Dr. Rubens Tramujas Mader (RJ-163), onde você encontrará as duas entradas de Penedo: a primeira, logo a aproximadamente 500m da Dutra, ao lado do Shopping Penedo, que entra na cidade pelo bairro Jardim Martinelli; e a segunda entrada (que é a principal), pelo Portal de Penedo, 3km após deixar a Dutra.


Saindo do Rio de Janeiro

Se você está vindo do Rio de Janeiro, pegue a Av. Brasil e depois a Via Dutra em direção a São Paulo. Você percorrerá aproximadamente 170km até a estrada de acesso para Penedo (RJ-163).
A Via Dutra é bem sinalizada e segue em linha reta até o ponto de saída para Penedo.
Pedágio
  • Na Dutra sentido SP, você passa por um pedágio (R$ 7,50), com cabine para o sistema Sem Parar/Via Fácil.

Saindo de São Paulo

Saindo de São Paulo, você pode pegar diretamente a Via Dutra (BR-116) ou a Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto (SP-70) para entrar na Dutra mais ao norte. Em ambos os casos, o acesso é feito pelo extremo leste da Marginal do Tietê: a entrada da Ayrton Senna é continuação da Marginal, e o acesso para a Dutra está aproximadamente 5km antes, com placas indicativas.
Seguindo pela Dutra, você percorre por volta de 250km até o acesso à RJ-163.
No caso da Ayrton Senna, são aproximadamente 120km até o acesso à Dutra (existe uma outra interligação bem no início, antes da rodovia mudar de nome para Carvalho Pinto; prefira o acesso do km 130); em seguida, são 117km na Dutra até a fronteira com o RJ, e mais 23km até a saída para Penedo (RJ-163), totalizando 260km até a RJ-163. O caminho pela SP-70 é 10km maior que o da Dutra, mas o tráfego é geralmente mais rápido (ver abaixo).
Em ambos os caminhos, o tempo de viagem é de aproximadamente 3 horas, em condições normais de visibilidade e trânsito livre.

Pedágio

  • Indo pela A. Senna: dois pedágios na SP-70 (R$ 4,40 e 7,80) mais dois na Dutra (R$ 7,50 cada). Total: R$ 27,20 em cada sentido.
  • Indo pela Dutra: dois pedágios até o trevo com a SP-70 (R$ 3,30 e 3,60) e mais dois após (R$ 7,50 cada). Total: R$ 21,90 em cada sentido.
  • Os pedágios são cobrados na ida e na volta. Todos têm cabine para o sistema Sem Parar/Via Fácil.

Postos de Gasolina

Na Dutra, você encontrará vários ao longo do caminho; porém, na SP-70 eles só existem próximos a SP, portanto fique atento ao nível de combustível antes de trafegar por esta rodovia!
  • Indo no sentido Dutra, o último posto está por volta do km 30;
  • Voltando no sentido SP, o primeiro é só próximo ao km 37.

Outras informações

A Via Dutra tem boa manutenção e o limite de velocidade varia entre 100 e 110km/h. A cada 1km há um telefone de SOS que pode ser utilizado em caso de pane no veículo, para conseguir auxílio da empresa concessionária Nova Dutra; seu carro será rebocado sem custo adicional ou será consertado no local caso isso seja possível.
No caso da Ayrton Senna/Carvalho Pinto a rodagem é feita em ótimas pistas (em muitos trechos são 3 faixas) e com limite de velocidade de 120km/h na maior parte do caminho, permitindo andar mais rápido que na Dutra. Outro benefício é que não há, como na Dutra, tráfego pesado de caminhões. Também há telefones de SOS a cada 1km ou você pode ligar para o telefone de auxílio ao usuário da rodovia pelo 0800-555510.

De Ônibus


Do Rio de Janeiro há linhas das viações Cidade do Aço e Sampaio que saem regularmente da Rodoviária Novo Rio.
De São Paulo a viagem é feita pela Viação Resendense a partir da Rodoviária Tietê.

QUERIDOS AMIGOS EIS AQUÍ MAIS UM ROTEIRO DE VIAGEM PARA QUEM CURTE A NATUREZA.....

RECOMENDO, POIS JÁ ESTIVE EM PENEDO E VALE MUITO A PENA DAR UMA FOLGA PARA A ROTINA DO DIA A DIA E "FUGIR" PARA UM PEDACINHO DO CÉU...

UMA ÓTIMA VIAGEM À TODOS!!!!!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

           AVENIDA PAULISTA E SEUS  

             CONTRASTES DO INÍCIO À    

                         ATUALIDADE....



A história da Avenida Paulista, desde a sua inauguração, em 1891, até os dias atuais. Saiba como a Paulista se transformou em uma das maiores avenidas do Brasil.



Nas últimas décadas do século XIX, foram instaladas as primeiras indústrias paulistas. O dinheiro movimentado pelo café financiou máquinas e importou mão-de-obra. Nesse período, a cidade de São Paulo iniciou seu processo de modernização e foi o principal centro industrial do país, atraindo os grandes senhores do café. Estes construíram suas casas no centro de São Paulo, mas a cidade foi crescendo, e os fazendeiros queriam um canto onde pudessem se refugiar e construir suas mansões em paz, sem todo o caos do centro da cidade. Assim, foi construída a Avenida Paulista, um projeto parecido com as grandes avenidas européias.

A Avenida Paulista foi projetada pelo engenheiro uruguaio Joaquim Eugenio de Lima, que, juntamente com mais dois sócios, adquiriu parte da Chácara do Capão, incluindo a área do Morro do Caaguaçú. Essa área foi loteada, e a Paulista foi construída no alto do espigão.

Para a época, ela era algo nunca visto: muito larga, com três vias separadas por magnólias e plátanos e com imensos lotes de cada lado. Foi a primeira via pública asfaltada e arborizada de São Paulo.

Período de 1891-1937



                               AVENIDA PAULISTA NO INÍCIO DO SÉCULO PASSADO

A primeira fase da Avenida Paulista foi de 1891 (sua inauguração) até 1937. Aos poucos, ela se transformou no centro de animação da cidade. Os ricos senhores do café, os grandes comerciantes e os chefes das indústrias construíram elegantes mansões nos lotes da avenida. Lá, aconteceram corridas de charrete, de cabriolés e dos primeiros automóveis e os grandes carnavais dos anos 20 e 30. No final da década de 1920, seu nome foi alterado para Avenida Carlos de Campos, em homenagem ao ex-governador do estado de São Paulo, mas o povo não gostou, então o nome dela voltou a ser Avenida Paulista.


Período de 1938-1975

Durante anos, a Avenida Paulista foi somente residencial — era proibida a construção de prédios. Em 1952, uma nova lei permitiu a construção de edifícios hospitalares e educacionais, órgãos de imprensa e televisão, além de cinemas e teatros. Essa nova lei foi promulgada pelo prefeito Armando de Arruda Pereira. Depois, a permissão foi estendida a estabelecimentos comerciais, escritórios, etc. Outra lei aprovou o plano de alargamento da Avenida Paulista. Dez metros de cada lado da avenida foram demolidos, então os prédios tiveram de recuar obrigatoriamente. A Paulista passou a ter 48 metros de largura. Seus casarões começaram a ser substituídos por edifícios. A Avenida Paulista ganhou uma nova personalidade: surgiram conjuntos comerciais e de serviços, galerias e lojas de departamentos; foram construídos o Museu de Arte de São Paulo (Masp) e o Complexo Viário. Dessa forma, a Paulista transformou-se em um centro comercial, residencial, cultural e de lazer.

Período de 1976-1985

Em 1985, todas as mansões da Paulista estavam para ser tombadas pelo seu valor histórico, mas, alguns dias antes da lei do tombamento ser assinada, os donos das mansões destruíram-nas para poder vender seus terrenos, que valiam muito dinheiro. Se eles deixassem que as casas fossem tombadas, não poderiam vender nem fazer nada com seus casarões. Uma das poucas mansões que restaram que não foi demolida foi a Casa das Rosas.

                                                      CASA DAS ROSAS DÉCADA DE 30


HOJE ABRIGA O MUSEU CASA DAS ROSAS - CENTRO DE TRADIÇÕES PAULISTAS






                                                                CASARÕES DEMOLIDOS


Período de 1986 aos dias atuais.....

A Paulista continua sendo muito importante para as atenções políticas, econômicas e culturais da cidade, por onde circulam mais de 1 milhão de pessoas e mais de 100 mil veículos por dia. Cinemas, museus, centros culturais, bancos, empresas nacionais e internacionais, edifícios de alta tecnologia e as sofisticadas estações metroviárias mostram uma avenida de primeiro mundo.









                                    CONTRASTE DO ANTIGO COM O MODERNO





     SOLAR DA MARQUESA DE SANTOS

EM VISITA À CIDADE DE SÃO PAULO, NÃO SE PODE DEIXAR DE VISITAR O SOLAR QUE CONTA COM UM GRANDE ACERVO E MOSTRAS CULTURAIS DO QUE FOI UMA GRANDE HISTÓRIA DO SÉCULO XVIII.













Partindo do Páteo do Colégio, os primeiros povoadores passaram a ocupar os terrenos vizinhos, construindo suas moradias e formando as primeiras ruas da cidade. Na Rua do Carmo, hoje Roberto Simonsen no 136-A (antigo nº 3), localiza-se o Solar da Marquesa de Santos, raro exemplar de residência urbana do século XVIII.
Não há dados precisos sobre a data de construção desse imóvel. Em 1802, foi dado como pagamento de dívidas ao Brigadeiro José Joaquim Pinto de Morais Leme, primeiro proprietário documentalmente comprovado. Contudo, documentos do século XVIII indicam a existência de quatro casas na Rua do Carmo entre 1739 e 1754. A junção de duas dessas casas de taipa de pilão teria originado o Solar, conforme registros fotográficos do século XIX, além de prospecções arqueológicas e análises arquitetônicas realizadas pelo Departamento do Patrimônio Histórico (DPH).
A Marquesa de Santos, Domitila de Castro Canto e Melo, foi a proprietária entre 1834 e 1867, adquirindo o imóvel da herdeira do Brigadeiro Leme. A partir de então, tornaram-se famosas as festas ali realizadas, e o imóvel passou a ser conhecido como Palacete do Carmo, uma das residências mais aristocráticas de São Paulo. Com sua morte, a propriedade da casa passou para seu filho, o Comendador Felício Pinto de Mendonça e Castro.No ano de 1880, é colocada em hasta pública e arrematada pela Mitra Diocesana, que aí instalou o Palácio Episcopal, introduzindo modificações no local, como a construção de uma capela e de uma cripta sob o altar-mor. É desse momento, provavelmente, a inclusão de características neoclássicas em sua fachada principal.
Em 1909, o imóvel foi adquirido pela The São Paulo Gaz Company, que nele instalou o seu escritório. Para adaptar-se ao novo uso, a casa passou por diversas modificações e ampliações: foram demolidas paredes de taipa de pilão e janelas e portas, transformadas em vitrines. Para melhorar a iluminação e a ventilação, foi aberto um pátio na lateral direita do lote, alterando o desenho do telhado.Na década de 1930 foram construídos anexos à edificação original, aumentando sua área útil e alterando por completo a fachada posterior do imóvel.Em 1967, a Companhia Paulista de Gás (sucessora da The São Paulo Gaz Company) foi desapropriada e todos os seus imóveis passaram à Prefeitura. Em 1975, já incorporado ao patrimônio municipal, o Solar foi sede da Secretaria Municipal de Cultura e alguns de seus departamentos, como o DPH, criado nesse ano.
Os diferentes usos e adaptações sucessivas levaram à descaracterização do imóvel, exigindo sua recuperação, que teve início em 1991. As pesquisas, que embasaram o projeto e as obras de restauração, revelaram não ser possível reconstituir qualquer estágio de construção dentre os vários pelos quais passou o Solar. Deste modo, o restauro realizado, conforme normas internacionais para intervenções em bens histórico-arquitetônicos, procurou preservar e destacar elementos de suas várias etapas construtivas: a conservação dos amplos ambientes do andar térreo, resultantes das diversas demolições, a preservação no pátio interno de vestígios remanescentes da calçada do século XVIII e a demolição de intervenções da década de 1960.
O pavimento superior conserva até hoje paredes de taipa de pilão e pau-a-pique do século XVIII e mantém as características ambientais das intervenções do século XIX, como forros apainelados, pinturas murais e artísticas e pisos assoalhados, entre outras. Trechos de diversas paredes foram deixados aparentes, com o intuito de informar sobre as antigas e as novas técnicas construtivas encontradas no Solar, como a taipa de pilão, o pau-a-pique, a taipa francesa e a alvenaria de tijolos. Quanto ao tratamento dado à fachada, optou-se por conservar sua feição neoclássica, já incorporada à paisagem do centro.
O Solar da Marquesa de Santos, abriga atividades museológicas e a sede do Museu da Cidade de São Paulo.

SOLAR DA MARQUESA DE SANTOS
SEDE DO MUSEU DA CIDADE DE SÃO PAULO

Rua Roberto Simonsen, 136 - Centro - São Paulo-SP
Metrô Sé
Fone para contato: 11 3105-6118
Visitação Monitorada de Terça-Feira à Domingo, das 9 às 17 hs
Entrada Franca

UMA FIGURA ENIGMÁTICA E UMA DAS PERSONAGENS MAIS IMPORTANTES DA HISTÓRIA DO BRASIL....

   DOMITILA DE CASTRO CANTO E MELO

                A MARQUESA DE SANTOS



Domitila de Castro Canto e Melo nasceu em São Paulo no dia 27 de dezembro de 1797, filha de Escolástica Bonifácia de Toledo Ribas e do português João de Castro Canto e Melo, que ocupava a função de ajudante militar, na ocasião de seu nascimento.
Aos 16 anos de idade, casou-se com o alferes mineiro Felício Pinto Coelho de Mendonça (1798-1833), oficial pertencente ao Corpo dos Dragões de Vila Rica, cidade para a qual mudaram-se após o casamento e onde nasceram seus dois filhos. Em 1819, após ser agredida pelo marido, voltou para a casa dos pais grávida de João, falecido poucos meses depois.
Em agosto de 1822 conheceu D. Pedro (1798-1834) e, em seguida, foi viver na Corte. Em virtude desse romance, foi agraciada com títulos de nobreza: Baronesa, em 1824; Viscondessa, em 1825 e Marquesa de Santos, em 1826. Bem como seu pai com o título de visconde em 1827 e seus irmãos se tornaram gentis-homens da Imperial Câmara.
Teve cinco filhos com D. Pedro I, dos quais apenas duas filhas sobreviveram, no entanto, ambas ilegítimas e reconhecidas pelo pai posteriormente. Uma delas, Isabel Maria, agraciada com o título de Duquesa de Goiás e tratamento de Alteza, nasceu em 1824, ano do divórcio do primeiro casamento de sua mãe. Nessa época, a obtenção do divórcio somente era possível se houvesse a alegação de agressão por parte do marido e se, a abertura do processo, fosse encabeçada por um homem. Nesse caso, Domitila contou com o apoio de D. Pedro.

A outra filha, Maria Isabel II, apenas reconhecida por D. Pedro I em seu testamento, nasceu em São Paulo em 1830. Desde 1829 Domitila havia se fixado novamente em São Paulo. Trazia consigo a quantia de 300 contos de réis em apólices, além da garantia de um conto de réis mensal.
Em 1834 adquiriu o Solar por onze contos e quatrocentos mil réis, o qual passou por reforma durante dois anos. Nessa época, conforme consta em seu testamento, fez um contrato de segundas núpcias com o Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar (1794-1857) “não pelo costume e leis do Império, mas por pacto exclusivo de comunhão de bens”. O contrato de dote, contrato pré-nupcial, podia ser acertado entre cônjuges abastados com a intenção de proteger os bens de cada um dentro do sistema de comunhão de bens. Somente legitimou o casamento na igreja no ano de 1842, em Sorocaba.
Com o segundo marido teve mais seis filhos, dos quais dois faleceram.Faleceu em 3 de novembro de 1867 e foi sepultada no Cemitério da Consolação onde ela doou parte do terreno.

O divórcio do primeiro marido, o relacionamento com D. Pedro, a posse de um elevado título de nobreza e de grande fortuna, e, depois, o casamento com um homem da elite paulista foram fatos que fizeram Domitila figura importante na sociedade paulistana. Dessa forma, na segunda metade do século XIX, a historiografia tradicional aliada ao ideal romântico a interpretaram como uma mulher sedutora e avarenta que, na velhice, dedicou-se às obras de benemerência, protegendo os pobres, cuidando dos doentes e dos estudantes necessitados da Faculdade do Largo de São Francisco.

Estudos sobre o comportamento feminino realizado, nas últimas décadas tem levantado novas problemáticas que apontam que as mulheres não eram tão submissas, o que não significa negar a existência da opressão masculina na época. Existiam mulheres reclusas e também aquelas que lutavam  diariamente pelo sustento familiar e pela manutenção dos bens e posição social da família. Portanto, sob esse aspecto, o perfil de Domitila talvez se insira mais nas práticas cotidianas do que no imaginário moralista do comportamento feminino de sua época.


terça-feira, 3 de setembro de 2013

                        REFLEXÃO

        UM TEXTO PARA SE PENSAR.....

 HOJE PELA MANHÃ, CONVERSANDO COM UM AMIGUXO QUERIDO....GILSON DA Vambora Viagens E Turismo , FALÁVAMOS SOBRE COINCIDÊNCIAS E EU NÃO ACREDITO NELAS, MAS SIM, NAS PROVIDÊNCIAS DIVINAS.....ENFIM, PAPO BOMMMM.....COMO FIQUEI ALGUMAS HORAS COMO OUTROS TANTOS, SEM SINAL DA ABENÇOADA NET, MEXE E REMEXE NOS ACHADOS E PERDIDOS (TODO MUNDO TEM AQUELA GAVETINHA DE COISINHAS PERDIDAS E DEPOIS ACHADAS....RSRSR), ENCONTREI UM TEXTO QUE TEM TUDO COM O QUE CONVERSÁVAMOS E RESOLVI ENTÃO, COMPARTILHAR COM VOCÊS.....


....VIVER UMA VERDADEIRA EXPERIÊNCIA AMOROSA, É UM DOS MAIORES PRAZERES DA VIDA.....GOSTAR É SIMPLESMENTE SENTIR COM A ALMA, MAS EXPRESSAR OS SENTIMENTOS , DEPENDE DAS IDÉIAS DE CADA UM E DA NOSSA ALMA ENAMORADA.....
CONDICIONAMOS O AMOR ÀS NOSSAS NECESSIDADES E AUTOMATICAMENTE ACABAMOS COM ELE, JUNTAMENTE COM O NOSSO EGOÍSMO SENTIMENTAL.
VIVEMOS UMA VIDA TENTANDO FAZER COM QUE OS "OUTROS" SE RESPONSABILIZEM PELAS NOSSAS NECESSIDADES, ENQUANTO NÓS NOS ABANDONAMOS IRRESPONSAVELMENTE.....QUEREMOS SER AMADOS E NÃO NOS AMAMOS, QUEREMOS SER COMPREENDIDOS E NÃO NOS COMPREENDEMOS, QUEREMOS O APOIO DOS "OUTROS" E DAMOS INCONSCIENTEMENTE O APOIO QUE SERIA PARA NÓS MESMOS, À OUTRAS PESSOAS.....
QUANDO NOS ABANDONAMOS, QUEREMOS IMEDIATAMENTE ENCONTRAR ALGUÉM QUE VENHA PREENCHER E SUBSTITUIR O VAZIO EM QUE NÓS MESMOS NOS COLOCAMOS. A INSATISFAÇÃO, O VAZIO INTERIOR, SE TRANSFORMAM NA BUSCA CONTÍNUA E INCESSANTE DE NOVOS RELACIONAMENTOS AMOROSOS OU NÃO, CUJOS RESULTADOS FRUSTRANTES SEMPRE SE REPETIRÃO......
CADA UM É O ÚNICO RESPONSÁVEL PELAS SUAS PRÓPRIAS NECESSIDADES E BUSCAS.
ENFIM....SÓ QUEM AMA E COM TODA A VERDADE DA PRÓPRIA ALMA, É QUE PODE ENCONTRAR EM SUA VIDA......UM AMOR VERDADEIRO !!!!

(Autor Desconhecido)