AVENIDA PAULISTA E SEUS
CONTRASTES DO INÍCIO À
ATUALIDADE....
A história da Avenida Paulista, desde a sua inauguração, em 1891, até os dias atuais. Saiba como a Paulista se transformou em uma das maiores avenidas do Brasil.
Nas últimas décadas do século XIX, foram instaladas as primeiras indústrias paulistas. O dinheiro movimentado pelo café financiou máquinas e importou mão-de-obra. Nesse período, a cidade de São Paulo iniciou seu processo de modernização e foi o principal centro industrial do país, atraindo os grandes senhores do café. Estes construíram suas casas no centro de São Paulo, mas a cidade foi crescendo, e os fazendeiros queriam um canto onde pudessem se refugiar e construir suas mansões em paz, sem todo o caos do centro da cidade. Assim, foi construída a Avenida Paulista, um projeto parecido com as grandes avenidas européias.
A Avenida Paulista foi projetada pelo engenheiro uruguaio Joaquim Eugenio de Lima, que, juntamente com mais dois sócios, adquiriu parte da Chácara do Capão, incluindo a área do Morro do Caaguaçú. Essa área foi loteada, e a Paulista foi construída no alto do espigão.
Para a época, ela era algo nunca visto: muito larga, com três vias separadas por magnólias e plátanos e com imensos lotes de cada lado. Foi a primeira via pública asfaltada e arborizada de São Paulo.
Período de 1891-1937
AVENIDA PAULISTA NO INÍCIO DO SÉCULO PASSADO
A primeira fase da Avenida Paulista foi de 1891 (sua inauguração) até 1937. Aos poucos, ela se transformou no centro de animação da cidade. Os ricos senhores do café, os grandes comerciantes e os chefes das indústrias construíram elegantes mansões nos lotes da avenida. Lá, aconteceram corridas de charrete, de cabriolés e dos primeiros automóveis e os grandes carnavais dos anos 20 e 30. No final da década de 1920, seu nome foi alterado para Avenida Carlos de Campos, em homenagem ao ex-governador do estado de São Paulo, mas o povo não gostou, então o nome dela voltou a ser Avenida Paulista.
Período de 1938-1975
Durante anos, a Avenida Paulista foi somente residencial — era proibida a construção de prédios. Em 1952, uma nova lei permitiu a construção de edifícios hospitalares e educacionais, órgãos de imprensa e televisão, além de cinemas e teatros. Essa nova lei foi promulgada pelo prefeito Armando de Arruda Pereira. Depois, a permissão foi estendida a estabelecimentos comerciais, escritórios, etc. Outra lei aprovou o plano de alargamento da Avenida Paulista. Dez metros de cada lado da avenida foram demolidos, então os prédios tiveram de recuar obrigatoriamente. A Paulista passou a ter 48 metros de largura. Seus casarões começaram a ser substituídos por edifícios. A Avenida Paulista ganhou uma nova personalidade: surgiram conjuntos comerciais e de serviços, galerias e lojas de departamentos; foram construídos o Museu de Arte de São Paulo (Masp) e o Complexo Viário. Dessa forma, a Paulista transformou-se em um centro comercial, residencial, cultural e de lazer.
Período de 1976-1985
Em 1985, todas as mansões da Paulista estavam para ser tombadas pelo seu valor histórico, mas, alguns dias antes da lei do tombamento ser assinada, os donos das mansões destruíram-nas para poder vender seus terrenos, que valiam muito dinheiro. Se eles deixassem que as casas fossem tombadas, não poderiam vender nem fazer nada com seus casarões. Uma das poucas mansões que restaram que não foi demolida foi a Casa das Rosas.
CASA DAS ROSAS DÉCADA DE 30
HOJE ABRIGA O MUSEU CASA DAS ROSAS - CENTRO DE TRADIÇÕES PAULISTAS
CASARÕES DEMOLIDOS
Período de 1986 aos dias atuais.....
A Paulista continua sendo muito importante para as atenções políticas, econômicas e culturais da cidade, por onde circulam mais de 1 milhão de pessoas e mais de 100 mil veículos por dia. Cinemas, museus, centros culturais, bancos, empresas nacionais e internacionais, edifícios de alta tecnologia e as sofisticadas estações metroviárias mostram uma avenida de primeiro mundo.







.jpg)

Nenhum comentário:
Postar um comentário